segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
A Mala Mágica
Neste post divulgámos o trabalho que, na altura, as professores Piedade Menezes e Vanda Costa andavam a desenvolver, cruzando dessa forma as artes com o apoio aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE), dizíamos no final que ficávamos a aguardar novidades. E, ei-las, que chegam!
Todo esse trabalho que tem vindo a ser desenvolvido insere-se num projeto mais amplo designado por "A Mala Mágica". Proposto pela Professora Bibliotecária, este projeto tem como objetivo promover a inclusão dos alunos com NEE, promovendo em simultâneo a leitura e a articulação entra a Biblioteca e o Grupo da Educação Especial. Dirige-se, em particular, aos alunos do 5º e 6º Anos.
O projeto está a ser desenvolvido de forma faseada:
1ª Etapa: Construção de materiais de apoio pela equipa da Biblioteca (professora Vanda Costa) acomodados e arrumados em suportes feitos pela professora Piedade Menezes;
2ª Etapa: Todos os professores da Educação Especial foram convidados para na semana de 17 a 21 de novembro, mediante um calendário previamente elaborado, testarem com os respetivos alunos os materiais com a colaboração das professoras que os construíram.
Esse trabalho será analisado e desse resultado, serão feitos ajustes por forma a tornar a utilização destes recursos mais funcional.
3ª Etapa: No 2º período, haverá, de novo, uma semana para utilização dos materiais com a supervisão das professores da Educação Especial (Professoras Ana Paula Mergulhão, Carminda Moreira e Isabel Azevedo).
Posteriormente, os materiais passarão a estar disponíveis para serem requisitados e utilizados na Biblioteca.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Conheces os Escritores?
Além do
estudo da gramática, desenvolvimento da escrita, leitura e oralidade, na disciplina
de português, agora, existe outro domínio: a Educação Literária. Ora, e que
melhor espaço para pesquisar ao pormenor sobre todos os autores que constam desse
novo domínio senão a Biblioteca?
Assim, a
Equipa da Biblioteca propôs que se fizesse o levantamento dos vários autores
portugueses estudados nos vários anos letivos, do 1º Ano ao 9º. O objetivo era
fazer uma exposição de autores escolhidos de acordo com as leituras
seleccionadas pelos professores de português e professores titulares de turma.
Então, numa
espécie de exposição literária, os alunos têm durante cada mês, na biblioteca,
a oportunidade de explorar de forma autónoma cada autor.
Podem,
inclusive, responder a questionários sobre os autores em exposição.
Na Biblioteca
da EB Dr. João das Regras, é a professora Helena Araújo que organiza essa
exposição.
Aparece e
conhece melhor os autores que andas a estudar nas aulas de português.
A
Observadora
terça-feira, 18 de novembro de 2014
O SAL E A ÁGUA
Um rei tinha três filhas; perguntou a cada
uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha
respondeu:
– Quero mais a meu pai, do que à luz do
Sol.
Respondeu a
do meio:
– Gosto mais de meu pai do que de mim
mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto, como a comida quer o
sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais
nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio.
Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se
ofereceu para ser
cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo
achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as
damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes
servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel
servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era
de família de nobreza.
Começou então a espreitá-la, porque ela só
cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o
rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com
ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar
do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três
filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar,
mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de
propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia.
Por fim sabendo que assistia ao casamento da filha:
– É porque a comida não tem sal.
Perguntou-lhe
o dono da casa, porque é que o rei não comia? Respondeu ele, que não.
O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou
que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado
sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a
viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto
era amado por sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida
quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu
pai.
Teófilo Braga
Contos Tradicionais do Povo Português
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
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