domingo, 30 de novembro de 2014

A Mala Mágica

Neste post divulgámos o trabalho que, na altura, as professores Piedade Menezes e Vanda Costa andavam a desenvolver, cruzando dessa forma as artes com o apoio aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE), dizíamos no final que ficávamos a aguardar novidades. E, ei-las, que chegam!

Todo esse trabalho que tem vindo a ser desenvolvido insere-se num projeto mais amplo designado por "A Mala Mágica". Proposto pela Professora Bibliotecária, este projeto tem como objetivo promover a inclusão dos alunos com NEE, promovendo em simultâneo a leitura e a articulação entra a Biblioteca e o Grupo da Educação Especial. Dirige-se, em particular, aos alunos do 5º e 6º Anos.

O projeto está a ser desenvolvido de forma faseada:

1ª Etapa: Construção de materiais de apoio pela equipa da Biblioteca (professora Vanda Costa) acomodados e arrumados em suportes feitos pela professora Piedade Menezes;

2ª Etapa: Todos os professores da Educação Especial foram convidados para na semana de 17 a 21 de novembro, mediante um calendário previamente elaborado, testarem com os respetivos alunos os materiais com a colaboração das professoras que os construíram.

Esse trabalho será analisado e desse resultado, serão feitos ajustes por forma a tornar a utilização destes recursos mais funcional.

3ª Etapa: No 2º período, haverá, de novo, uma semana para utilização dos materiais com a supervisão das professores da Educação Especial (Professoras  Ana Paula Mergulhão, Carminda Moreira e Isabel Azevedo).

Posteriormente, os materiais passarão a estar disponíveis para serem requisitados e utilizados na Biblioteca.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014








Conheces os Escritores?



Além do estudo da gramática, desenvolvimento da escrita, leitura e oralidade, na disciplina de português, agora, existe outro domínio: a Educação Literária. Ora, e que melhor espaço para pesquisar ao pormenor sobre todos os autores que constam desse novo domínio senão a Biblioteca?
Assim, a Equipa da Biblioteca propôs que se fizesse o levantamento dos vários autores portugueses estudados nos vários anos letivos, do 1º Ano ao 9º. O objetivo era fazer uma exposição de autores escolhidos de acordo com as leituras seleccionadas pelos professores de português e professores titulares de turma.
Então, numa espécie de exposição literária, os alunos têm durante cada mês, na biblioteca, a oportunidade de explorar de forma autónoma cada autor.
Podem, inclusive, responder a questionários sobre os autores em exposição.
Na Biblioteca da EB Dr. João das Regras, é a professora Helena Araújo que organiza essa exposição.
Aparece e conhece melhor os autores que andas a estudar nas aulas de português.

A Observadora

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O SAL E A ÁGUA

         

     Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu:
     – Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol.
Respondeu a do meio:
     – Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
     A mais moça respondeu:
     – Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal.
     O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao  parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
     Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia. Por fim sabendo que assistia ao casamento da filha:
  – É porque a comida não tem sal. 
Perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não comia? Respondeu ele, que não.
     O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

                                               Teófilo Braga
                                                          Contos Tradicionais do Povo Português